29 de janeiro de 2018

Resenha Nacional | Só por uma noite - Mônica e Monique Sperandio

janeiro 29, 2018 20 Comments

Título: Só por uma noite
Autor: Mônica e Monique Sperandio
Ano de lançamento: 2016
Editora: Novo Conceito (Categoria Novas Páginas)
Páginas: 189

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Sinopse

Uma noite. Quatro amigas. Muitos segredos. Uma lista.

- Ir para um cemitério no meio da noite (✔️)

- Mudar completamente o visual (✔️)

- Descobrir um terrível segredo sobre suas amigas (✔️)

- Confessar que está apaixonada pelo seu melhor amigo (✔️)

Samanta Calliari tem vivido com medo durante a sua vida toda. Por causa disso, ela tem se privado de viver intensamente. Uma prova dessas privações é a paixão secreta que Sam tem pelo seu melhor amigo, Gustavo. Só que ela não está sozinha nessa. Suas três melhores amigas, Nat, Marina e Daphne, também sentem medo. Elas irão acompanhar Samanta na noite mais reveladora de suas vidas, onde enfrentarão seus maiores medos, devido a uma lista de desafios deixada para elas cumprirem. 


Então o que, possivelmente, poderia dar errado na tão esperada noite das quatro amigas? Quase tudo, é claro. Declarações de amor frustradas, verdades engasgadas e loucuras em cada item da lista as aguardam nessa noite.



Para sobreviver a lista de desafios e para revelar a verdade para suas amigas, Samanta vai precisar de toda a sua coragem. Mas como ela irá fazer isso se toda vez que é corajosa algo a sua volta desmorona?
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As autoras


Mônica e Monique Sperandio são curitibanas, leitoras, escritoras, sonhadoras e dramáticas. São viciadas em viajar, ler, ver seriados, ouvir música e amam o verão. Os escritores favoritos das gêmeas são: Clarice Lispector, J.K. Rowling, Cornelia Funke, Meg Cabot, Libba Bray e Amy Huntley.


Além de autoras dos livros O diário de uma adolescente mascarada (2010), Sete Vidas (2011) e Só por uma noite (2016) também possuem o blog Gêmeas Escritoras em que registram suas ideias e viagens pelo mundo entre outras redes sociais que você encontra através do blog.

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Minhas considerações

Me deparei com esse livro na minha busca por títulos nacionais para o blog e de cara achei que seria muito adolescente... E de fato é. Porém finalizei a leitura com uma perspectiva totalmente diferente da qual iniciei.

Não estou dizendo que o livro é ruim por ter achado adolescente, pelo contrário, achei o enredo muito bacana e original, embora a personalidade de alguns personagens seja um pouco clichê. No geral é uma história bem dramática e cheia de segredos que são revelados no decorrer da noite entre quatro amigas que pensavam saber tudo uma da outra, mas uma lista de desafio deixada por uma quinta amiga faz com que, em algumas horas, elas sejam bombardeadas por revelações que vão por à prova o significado de amizade.

A história é narrada em primeira pessoa pela Samanta - ou Sam - que nos guia na trajetória do tour pela noite de Curitiba de forma divertida e sentimental; Sempre com reflexões sobre seus problemas familiares e suas mágoas do passado, ela se esforça para superá-los a cada desafio da lista de forma física e emocional com uma profundidade de pensamentos notável.

Os personagens centrais tem a média de 17 anos e acabaram de sair do ensino médio, então é previsível que a trama seja repleta de dramas adolescentes que, se você for mais velho, já passou e, se não for, vai passar, mas não é nada que desabone as aventuras vividas. Eu gostei bastante da leitura desses momentos, pois me fez reviver muita coisa da minha própria adolescência - já que depois que passamos por ela esquecemos de como era essa sensação de descoberta - então acaba nos dando aquele sentimento de nostalgia de uma forma boa. Além disso a narrativa é muito fluída e cheia de frases que nos fazem interromper a leitura para pensar a respeito dos diversos contextos em que ela se encaixa, sendo assim eu separei algumas que acho que valem a pena ressaltar pra encerrar nosso post de hoje e podem ter certeza que levarei esse grupo de amigas pra sempre no coração.



Tantas palavras não ditas. Tantas lembranças. Tantos erros, acertos e conquistas. Alguém se lembra deles? Essas pessoas conseguiram deixar sua marca no mundo?

É engraçado, não é? Nós achamos que temos todo o direito de não
contar certas coisas para as pessoas, mas quando a situação se inverte, nós
achamos isso ruim.


Confiança é uma coisa estranha, no mínimo.

Capítulo 4.


Às vezes a realidade está bem diante de nós, mas nós estamos ocupados ou enganados demais para notá-la.

Capítulo 11.

Pude ver que a vida é realmente boa depois que você apanha e decide não se deixar levar pela dor. A vida está aí para quem se arrisca e nunca desiste.

Capítulo 12.


Olá, leitores!
Hoje trouxe a primeira resenha nacional aqui no blog e espero que gostem dessa indicação de leitura. Espero, em breve, trazer muito mais livros de autores nacionais não tão conhecidos para que sejam divulgados através do LRP. Acredito que no nosso país temos muito talento a ser revelado, porém por diversos fatores esses talentos não recebem o devido apoio, oportunidade ou reconhecimento  que poderiam ter, sendo assim, espero conseguir reverter, ao menos um pouquinho, o quadro literário que estamos habituados: muito consumo de livros estrangeiros e pouco interesse nos nacionais.

Se você tem algum livro para indicar nesse quadro, deixe nos comentário ou nos envie as dicas no nosso Contato do blog! Até mais.

26 de janeiro de 2018

Mangá | Kotonoha no Niwa, O Jardim das Palavras

janeiro 26, 2018 1 Comments

Título: O Jardim das Palavras (Kotonoha no Niwa)

Autor: Makoto Shinkai
Ano de lançamento: 
2016
Editora: 
NewPOP
Páginas: 200

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Sinopse

Takao Akizuki é um colegial que sonha em ser sapateiro e passa os dias desenhando e criando novos modelos, numa manhã chuvosa, em uma de suas escapadas para desenhar, conhece Yukari Yukino no jardim. Os dois passam a conversar e uma conexão especial nasce, agora, sempre que chove durante a manhã, os dois se encontram no jardim.
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Minhas considerações

O cenário em si, tanto na animação quanto no mangá, são bem monótonas ao mesmo tempo que se torna um conceito muito singular criado pelo autor porque tudo se desenvolve de acordo com a chuva. No primeiro encontro entre Takao e Yukino ocorre por acaso em um jardim da cidade numa manhã chuvosa; Ele fugindo da aula e ela de sua rotina de trabalho. Embora não haja um diálogo fluente entre os dois ambos encontraram conforto na companhia um do outro, principalmente da parte da Yukino. Sendo assim ela recita um tanka - um estilo de poema japones - que soa como um combinado para Takao: 


Como um vago trovão no céu nublado trazendo chuva. Se for, me faz companhia?

Os encontros entre o Takao e a Yukino passam a ser sempre em dias chuvosos e no mesmo lugar que se conheceram.

É evidente o sentimento que nasce entre eles, mas tudo fica subentendido devido a diferença de idade que possuem, assim como os problemas que cada um carrega; No decorrer da trama muitos outros sentimentos são revelados de forma sutil e melancólico.



Esse mangá é, de longe, um dos meus preferidos; principalmente por ser no estilo One-Shot - que eu amo - pelo estilo da arte, que seguem traços muito delicados e proporcionais, e (não menos importante) pela história. Eu gostei muito do desenrolar dos fatos e da forma que o autor e do ilustrador representaram os sentimentos dos personagens, pois o final nos dá muita esperança por seguir um conceito mais aberto no sentido de não ter uma definição exata do que pode ou não acontecer dali em diante. Como eu digo as vezes: é uma história mais pra sentir do que para compreender. 


A animação desse mangá - caso alguém tenha preguicinha de ler - pode ser conferido na telona, inclusive na nossa amada Netflix. Depois que você conhecer a história verá que O Jardim das Palavras nunca é demais.



A animação desse filme foi dirigido e editado pelo Makoto Shinkai, o próprio autor da história, e a animação foi feita pela CoMix Wave Film, estudio que que está no mercado desde 2007 e distribuída pela Toho. A Comix Wave também dirigiu outros títulos do mesmo autor como Cinco Centimetros por Segundo (Byōsoku 5 Senchimētoru / 5 Centimeters Per Second) e Your Name (Kimi no na wa) que foi lançado recentemente no Brasil no dia 11 de outubro de 2017 e que segue o mesmo estilo de drama romântico.  Ambos os longas vocês podem conferir na Netflix.

Acredito que valha muito a pena ler esse mangá e ter também lá na estante da sua casa ou no seu ambiente favorito pra sempre reler quando bater uma saudade, porque é uma obra muito profunda pra ler só uma vez e, claro, conferir a animação também.



Olá leitores! Como estão? Tudo belezinha?
Espero que tenham gostado da dica de mangá desse post e se lerem ou assistirem essa obra voltem aqui pra nos dizer o que acharam.
Se quiserem deixar alguma recomendação também, fiquem a vontade pra comentar aqui na página!

23 de janeiro de 2018

Resenha | Uma Pitada de Amor - Katie Fforde

janeiro 23, 2018 3 Comments



Título: Uma Pitada de Amor (Recipe for Love)
Autor: Katie Fforde
Ano de lançamento: 2015 (2012)
Editora: Record (Century)
Páginas: 400




Sinopse

Uma aspirante a cozinheira em um programa de TV.  Um jurado muito atraente.  Um amor proibido

Quando Zoe Harper conquista uma cobiçada vaga em um reality show de culinária, ela mal pode esperar para pôr suas habilidades à prova. Sua principal motivação é o prêmio em dinheiro: um valor que certamente a ajudaria a abrir sua tão sonhada delicatéssen. 
No entanto, ela logo percebe que a competição vai muito além da cozinha. Cher, outra concorrente, está disposta a tudo para ganhar, incluindo jogar seu charme para cima dos jurados. E as coisas se complicam ainda mais quando Zoe percebe que está se apaixonando por um deles: o incrivelmente sexy Gideon Irving. Com tudo o que está em risco, os dois têm muito a perder caso se envolvam, algo que parece cada vez mais inevitável.
De repente, Zoe percebe que há mais em jogo do que apenas canapés, cupcakes e técnicas de corte. Uma pitada de amor é um livro engraçado e doce na medida certa.



A Autora

Katie Fforde é autora de diversos romances e dedicou sua vida à literatura. Uma pitada de amor foi vencedor do prêmio contemporâneo da Romantic Novelists' Association, instituição inglesa que tem por objetivo promover a ficção romântica. É também fundadora da Katie Fforde Bursary, que visa apoiar jovens escritores. Dela, a Editora Record já publicou Amor nas entrelinhas. Atualmente mora em Gloucestershine, Inglaterra.



Consideração


Envolvente e deliciosamente divertido é como descrevo este livro. Katie Fforde nos embriaga com palavras de um romance proibido entre uma linda e jovem competidora e um sério e atraente jurado, ligados por uma competição de culinária. Como se a paixão proibida não fosse algo complicado o suficiente, Zoe se vê cada vez mais rodeada de empecilhos e dificuldades, mas sua chama de vontade permanece cada vez mais acesa. Gildeon, cada vez mais atraido pela competidora, tenta manter os nervos em calma, mas coordenar e julgar competidores num programa de culinária para a televisão apenas complica ainda mais as coisas.
Sua relação com a cozinha foi o que me interessou a primeira vista, e no decorrer da leitura pude perceber que ótima escolha tinha feito. A história envolve não apenas o amor entre duas pessoas, mas dificuldades cotidianas, amizade sinceras, companheirismo, coisas normais da vida.



Olá leitor,
Gostaria de agradecer a você que leu a resenha até o fim, e espero de todo o coração que lhe agrade a leitura. Alguma indicação, critica, elogio? Nos deixe uma mensagem, será um grande prazer.
Espero encontrá-lo na próxima resenha.




18 de janeiro de 2018

Resenha | O pessegueiro - Sarah Addison Allen

janeiro 18, 2018 0 Comments

Título: O Pessegueiro (The Peach Keeper)
Autor: Sarah Addison Allen
Ano de lançamento: 2013 (2011)
Editora: Editora Planeta (Bantam)
Páginas: 256

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Sinopse

Willa Jackson vem de uma antiga família que ficou arruinada gerações antes. A mansão Blue Ridge Madam, construída pelo bisavô de Willa durante a época área de Walls of Water, e outrora a mais grandiosa casa da cidade, foi durante anos um monumento solitário à infelicidade e ao escândalo. Mas Willa soube há pouco que uma antiga colega de escola – a elegante Paxton Osgood – da abastada família Osgood, restaurou a Blue Ridge Madam e a devolveu à sua antiga glória, tencionando transformá-la numa elegante pousada. Talvez, por fim, o passado possa ser deixado para trás enquanto algo novo e maravilhoso se ergue das suas cinzas. Mas o que se ergue, afinal, é um esqueleto, encontrado sob o solitário pessegueiro da propriedade, que com certeza irá fazer surgir coisas terríveis. Pois os ossos, pertencentes ao carismático vendedor ambulante Tucker Devlin, que exerceu os seus encantos sombrios em Walls of Water setenta e cinco anos antes, não são tudo o que está escondido longe da vista e do coração. Surgem igualmente segredos há muito guardados, aparentemente anunciados por uma súbita onda de estranhos acontecimentos em toda a cidade.

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A autora

Sarah Addison Allen nasceu em Asheville, na Carolina do Norte e é licenciada em Literatura. Além de sua obra "O Pessegueiro" também é autora de outros 19 títulos, sendo alguns deles: O Jardim Encantado (lançado como "Encantos no Jardim" no Brasil), O Quarto Mágica e A magia das pequenas coisas e A garota que perseguiu a lua (também lançado pela Editora Planeta)
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Minhas considerações

Eu diria que a palavra chave desse livro é superação.

A superação de uma perda, a superação de medos antigos, a superação de uma violência sofrida e, acima de todas: a superação sobre si mesmo.

Cada capítulo nos deixa algo para refletir através de uma narrativa bem detalhada e sentimentos descritos com sutileza e emoção, principalmente nas cenas que envolvem Paxton Osgood, uma das personagens que mais me cativou por seu desenvolvimento na trama.

Estamos acostumados sempre com um personagem central em ascensão na história, mas nesse caso o foco é distribuído de forma democrática entre todos os envolvidos, onde cada um possui seu momento na história em que precisam se libertar de fantasmas antigos sem que haja um protagonismo excessivo - ao meu ver - dando uma leveza única ao desenrolar dos acontecimentos e, embora a sinopse tenha um ar de suspense essa obra se revelou um romance na maior parte da leitura.

Mas deixando o romance um pouco de lado, o livro destaca como assunto principal a violência contra a mulher. Algumas das personagens sofrem com isso em determinado ponto da história, e devido a isso chegam a conclusão que somente nós - mulheres - podemos nos proteger desse mal nos mantendo unidas por essa causa, o qual seria a lema do clube fundado na mansão Blue Ridge Madam.

A história do clube feminino também é muito legal de entender, pois segundo uma das fundadoras o significado do clube se perdeu ao longo dos anos e o que era sinônimo de ajuda para as mulheres necessitadas se tornou um simbolo de ostentação para as gerações seguintes. Quantas coisas tiveram seu real significado perdido ao longo dos anos na nossa própria realidade? Quantas boas intenções foram ofuscadas por sentimentos sem nobreza? E o que fazemos para mudar isso? São alguns dos questionamentos que me fiz durante a leitura, pois podemos tomar o exemplo até de festas tradicionais em nossa cultura que tiveram seus reais propósitos deixados de lado e substituídos por motivos fúteis.

A garota que ela era não aprovaria a mulher que ela se tornara. Aquela garota sempre presumiu que, nessa idade, ela seria tão feliz quanto havia sido naquela época. O que aconteceu?

- Paxton Osgood, final do capítulo 14


No mais, mesmo que algumas partes relatem acontecimentos pesados e deprimentes, é uma leitura muito boa e relaxante para os dias em que você tem vontade de sair da rotina. Eu já tinha decidido lê-lo apenas por analisar a arte da capa, que é de uma delicadeza singular, e no final me encantei muito com o desfecho previsível, mas não decepcionante, dos personagens.


Olá leitores! 
Espero que tenham gostado da indicação desse livro e que, se tiverem a oportunidade, venham a lê-lo também pra compartilhar sua opinião aqui com a gente.
Dessa vez não teremos o primeiro capítulo disponível para download, mas se você não puder adquirir o livro físico é certeza que você consegue encontrar na versão digital, belezinha?
Então muito obrigado pela presença aqui no blog e até o próximo post!

16 de janeiro de 2018

Resenha | Alice no País das Armadilhas - Mainak Dhar

janeiro 16, 2018 0 Comments




Título: Alice no País das Armadilhas (Alice in Deadland)
Autor: Mainak Dhar
Ano de lançamento: 2015 (2011)
Editora: Única (Platform)
Páginas: 256 (232)




Sinopse

O planeta Terra foi devastado por um ataque nuclear, e boa parte de sua população se transformou em Mordedores, mortos-vivos que se alimentam de sangue e, com sua mordida, fazem dos humanos seres como eles.

Alice é uma jovem humana de 15 anos que mora no País das Armadilhas, nos arredores da cidade que um dia foi Nova Déli, na Índia. Ela nasceu nessa nova realidade aterrorizante e teve de aprender a se defender sozinha desde cedo.
As coisas mudam quando Alice decide seguir um Mordedor por um buraco no chão: ela descobre a estarrecedora verdade por trás da origem das criaturas e se dá conta da profecia que ela mesma está destinada a consumar — uma profecia que se baseia nos restos chamuscados do último livro encontrado no País das Armadilhas, uma obra chamada Alice no País das Maravilhas .
Uma mistura incomum de mitos, teorias conspiratórias e Lewis Caroll, Alice no País das Armadilhas pode parecer mais uma história de zumbi, mas é uma metáfora instigante de como tendemos a demonizar aquilo que não compreendemos.


O Autor


Mainak Dhar era um autor best-seller na Índia, com seus títulos publicados pelas maiores editoras, como Penguin e Random House, e com uma de suas histórias (Herogiri) tendo se transformado em um grande filme. Em 2011, ele começou a usar a Amazon.com para alcançar leitores internacionais por meio de seus e-books e tornou-se um dos principais autores independentes do mundo, com mais de 100 mil e-books vendidos no primeiro ano. Mainak é um dos autores de terror mais vendidos na Amazon e, em março de 2013, foi o autor de histórias de terror mais vendido no site, deixando, momentaneamente, Stephen King para trás.




Consideração


Confesso que ao primeiro olhar o livro muito me chamou a atenção pela capa, e ainda mais pelo titulo, pois uma de minhas obras favoritas é Alice no País das Maravilhas.

A leitura me apresentou um universo completamente diferente do que eu esperava, me levou a viver junto de Alice, forte e destemida, num mundo onde lutar para sobreviver não significa mais um dia de trabalho, e sim matar seu inimigo antes que ele o mate. Isso, claro, até a jovem descobrir quem são seus verdadeiros inimigos.
A obra apresentada pelo autor segue muito além de apenas matar e sobreviver num mundo pós apocalíptico, ela nos mostra até onde o ser humano é capaz de chegar para saciar suas vontades e desejos, de ter o controle nas mãos, mesmo que isso vire o mundo de ponta cabeça.




Olá Leitor,
Essa foi minha primeira resenha, espero que tenha gostado do resultado. Se sentir-se inspirado a ler, nos deixe uma mensagem contando o que achou do livro. Deixe-nos também uma mensagem sobre a postagem, alguma sugestão, alguma critica, qualquer contato será sempre bem vindo.




12 de janeiro de 2018

Resenha | Tudo o que nunca contei - Celeste Ng

janeiro 12, 2018 0 Comments

Título: Tudo o que nunca contei (Everything I Never Told You)
Autor: Celeste Ng
Ano de lançamento: 2017 (2014)
Editora: 
Intrínseca (The Penguin Press HC)
Páginas: 304


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Sinopse


Na manhã de um dia de primavera de 1977, Lydia Lee não aparece para tomar café. Mais tarde, seu corpo é encontrado em um lago de uma cidade em que ela e sua família sino-americana nunca se adaptaram muito bem.
Quem ou o que fez com que Lydia — uma estudante promissora de 16 anos, adorada pelos pais e que com frequência podia ser ouvida conversando alegremente ao telefone — fugisse de casa e se aventurasse em um bote tarde da noite, mesmo tendo pavor de água e sem saber nadar? À medida que a polícia tenta desvendar o caso do desaparecimento, os familiares de Lydia descobrem que mal a conheciam. E a resposta surpreendente também está muito abaixo da superfície.
Conforme analisa e expõe os segredos da família Lee — os sonhos que deram lugar às decepções, as inseguranças omitidas, as traições e os arrependimentos —, Celeste Ng desenvolve um romance sobre as diversas formas com que pais, filhos e irmãos podem falhar em compreender uns aos outros e talvez até a si mesmos. Uma observação precisa e dolorosa do fardo que as expectativas da família representam e da necessidade de pertencimento. Um romance que explora isolamento, sucesso, questões de raça, gênero, família e identidade e permanece com o leitor bem depois de virada a última página.

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A autora

Celeste Ng cresceu em Pittsburgh, Pensilvânia, e Shaker Heights, Ohio, nos Estados Unidos, em uma família de cientistas. Formou-se em Harvard e fez o mestrado em belas-artes pela Universidade de Michigan, onde ganhou o Hopwood Award. Seus ensaios e trabalhos de ficção já foram publicados na One Story, TriQuarterly, Bellevue Literary Review, Kenyon Review Online. Atualmente Ng mora em Cambridge, Massachusetts, com o marido e o filho.
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Minhas considerações

No momento em que escolhi esse livro estava a procura de novos títulos singles, pois havia finalizado uma saga e queria mudar o gênero da leitura, sendo assim não houve nenhuma razão especial para lê-lo. Porém após os primeiros capítulos, me surpreendi com a trama onde temas tão delicados foram abordados com profundidade e sensibilidade através de uma narração breve e objetiva.

Um dos assuntos abordados ao longo da leitura é a questão da xenofobia que é retratada de uma forma gritante pela autora através dos personagens, pois na história o pai de Lydia é chinês, embora tenha vivido a maior parte da vida nos Estados Unidos, e ela própria, junto com seus dois irmãos possuem fortes traços da etnia. Dessa forma chamam a atenção por onde passam e, em muitos casos, são alvos de piada por não se encaixarem em uma sociedade padronizada.

Há também o quadro crítico de depressão que a familia Lee enfrenta, começando pela protagonista póstuma e depois pelos demais membros da família após sua perda. A angustia vivenciada pela família é hora individual e hora coletiva e cada um possui seus motivos esclarecidos a cada capitulo.

Testemunhar de forma literária a morte de alguém tão jovem de forma não natural, pra mim, é muito difícil de lidar e, geralmente, são livros que me marcam bastante. Saber que aquela pessoa - embora seja um personagem fictício nesse caso - teve seus sonhos, planos, sua vida interrompida subitamente é algo que nos faz questionar qual o propósito de tudo que somos sujeitos a nos encaixar diariamente para nos sentirmos parte de algo, para sermos amados por alguém, para sermos motivo de orgulho para outros.

Quanto vale a sua felicidade?

A obra é algo que nos faz refletir sobre vários aspectos do cotidiano, seja sobre nosso emocional, profissional ou acadêmico e nos perguntar se realmente somos felizes com quem somos ou fingimos para sermos aceitos pela sociedade ao redor. 

No livro vemos a felicidade ser sufocada por um egoísmo irracional, os sonhos frustrados sobrepondo-se à prioridades reais, alguém que apavorada pelo medo do abandono se tornou omissa às próprias vontades simplesmente para ser amada, mesmo que isso lhe custasse tudo.


— Nunca sorria se não quiser — disse ela. E Hannah, quase ofuscada pelo
holofote da atenção total de Lydia, assentiu. — Lembre-se disso. 
- Página 164, Capítulo 11.



Olá leitores!
Hoje trouxe minha primeira resenha para vocês e gostaria de agradecer aos que leram até o fim. Participem do blog com a gente através dos comentários e, caso tenham se interessado pelo livro, disponibilizamos o primeiro capítulo aqui embaixo pra vocês.

Obrigada pela visita e voltem sempre!


11 de janeiro de 2018

Apresentação | Leticia

janeiro 11, 2018 0 Comments
Olá, e seja bem vindo, caro leitor, a primeira publicação de
Leticia!



Gostaria de começar falando um pouco mais sobre mim. Bem, como você já sabem, meu nome é Leticia, sou de uma cidade do interior de São Paulo, tenho um gato maravilhoso chamado Leonardo que considero um filho.

Apesar de ter estacionado esse habito por muito tempo, adoro ler. Entre meus livros favoritos estão Alice no País das Maravilhas, O Bebê de Rosemary, Hoje eu sou Alice, O Menino do Dedo Verde, a Saga Harry Potter, Eleanor e Park. Também amo ler mangás, romance, terror, aventura, escolar, comédia. Entre meus favoritos estão Sakura Card Captors, Another, Ibitsu, Toradora, One Piece, InuYasha.

Adoro ver filmes, principalmente os de terror, comédia, comédia romântica, ação, aventura. Não vou citar meus filmes favoritos porque ao contrario dos livros e mangás, não tenho filmes em especifico de que gosto, adoro todos eles na mesma proporção.



Sobre o blog, primeiramente gostaria de informar que minhas publicações não serão tão frequentes quanto gostaria por conta da minha rotina, mas prometo a vocês dar o meu melhor. Mas espero que o blog os seja de muito agrado, e que seja tão proveitoso para vocês quanto será prazeroso para nós fazê-lo.

Agradeço pela atenção, e espero que este blog lhe seja muito útil.


Apresentação | E aí, bora ler?

janeiro 11, 2018 0 Comments
Olá leitor! Como vai?

Se você ainda não clicou na aba "Colaboradoras", deixe que eu me apresente... Sou a Juliane, uma das fundadoras e editoras do blog, e estarei com vocês nas futuras resenhas que faremos por aqui e serei a responsável pela maior parte do designer também.


De uma forma mais detalhada, o blog foi criado para dividirmos nossas descobertas de livros que, por diversas razões, não são tão populares, mas que valem muito a pena se permitir a leitura. A ideia central é baseada nesse contexto, porém em alguns momentos não falaremos somente sobre livros e é bem provável que em meio aos posts literários haja algumas dicas de mangás, séries e filmes que sigam o mesmo conceito de não serem os mais populares.

Ainda sobre o mundo literário, eu, particularmente, não tenho um gênero favorito porque creio que isso depende muito do nosso lado emocional na hora de escolher uma nova leitura, já que somos muito suscetíveis aos nossos sentimentos do agora. Sendo assim o nosso "gênero favorito" sempre estará em constante mudança. Desse modo gosto de especificar os meus favoritos em determinadas obras, sem abranger um grupo restrito ou fechado demais.


Acho que, como a maioria dos jovens da minha idade, um dos maiores incentivos de leitura foram os livros de Harry Potter após o lançamento do primeiro filme lá em 2001, então por mais que seja clichê ela é minha saga favorita, mas tenho outros títulos que também considero meus favoritos pra vida, daqueles livros que você faz questão de ter na estante pra repassar aos filhos e etc, e alguns deles são: A Rosa e o Espinho (Theodora Goss), Pax (Sara Pennypacker), A ilha perdida (Maria José Dupré), Éramos seis (Maria José Dupré), Branca de Neve tem que morrer (Nele Neuhaus) e A segunda vez que te amei (Leila Rego). Cada um deles possui um motivo diferente que o faz pertencer à minha estante, seja presente, lembranças ou memórias ligadas a cada título... Além da história impressa nas páginas, todos possuem uma história extra por mim.

Agora falando um pouco mais sobre o blog...

De todos os motivos que decidi criar essa página - dentre tantas outras na internet - foi o objetivo de ampliar a leitura de livros nacionais, pois acho muito raro livros nacionais serem aclamados como os livros estrangeiros são, então quero pesquisar mais sobre o assunto trazendo títulos que passam despercebidos aos nossos olhos ao conhecimento do maior número de leitores que eu consiga alcançar. Eu acredito muito no potencial dos novos autores que vem surgindo nos últimos anos e acho que dar uma chance para que eles se igualem aos renomados escritores estrangeiros é algo justo da nossa parte.



Então meu papel aqui é basicamente isso, incentivar a literatura nacional para além dos clássicos de sempre, porque o que é novo nem sempre é ruim.


Além do nosso blog, temos também a página no Facebook e no Instagram @lerresenharepostar pra quem quiser nos acompanhar. Na maior parte do tempo sou eu quem ficará responsável pelo Insta, então segue lá pra ficar por dentro do nosso conteúdo ou se preferir pode acompanhar também pelo Face onde a Letícia ficará no controle.


No mais é isso...

Espero que gostem aqui do blog e curtam nossas postagens, qualquer dica ou sugestão pode ser enviada através dos comentário ou pela aba "contato" no menu superior. 

Agradeço demais a sua atenção e até o próximo post!




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