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2 de março de 2018

Resenha Nacional | O Vilarejo, Raphael Montes

março 02, 2018 16 Comments

Título: O Vilarejo
Autor: Raphael Montes
Ano de lançamento: 2015
Editora: Suma das Letras
Páginas: 109

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Sinopse


Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome.



As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.

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O autor


Raphael Montes nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. Advogado e escritor, publicou contos em diversas antologias de mistério, inclusive na Playboy e na prestigiada revista americana Ellery Queen Mystery Magazine. Suicidas (Saraiva), romance de estreia do autor, foi finalista do prêmio Benvirá de Literatura 2010, do prêmio Machado de Assis 2012 da Biblioteca Nacional e do prêmio São Paulo de Literatura 2013.

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Minhas considerações

Depois de uma onda de livros dramáticos e românticos escolhi um tema novo para iniciar a leitura e com ele veio de bônus esse nacional recomendadíssimo! Se você não curte muito uma história de terror pode descartar, mas se você gosta: vai fundo!

O livro é composto por vários contos que tem como protagonistas os moradores de um afastado vilarejo. As histórias são interligadas entre si, mas sem uma necessidade de leitura cronológica, sendo assim, a ordem dos capítulos não altera o desenrolar da história. Já no sumário pode-se notar que cada capítulo possui o nome de um demônio representando um determinado pecado. Inveja, gula, preguiça... Todos eles são retratados em contextos macabros e finais trágicos expondo o pior lado do ser humano.

A leitura é muito fluída e narrada com destreza, além de contar com algumas ilustrações, feitas pelo Marcelo Damm, que dão um ênfase a mais nas cenas e deixam o livro ainda mais sombrio. A capa também não deixa a desejar, feita por Rafael Nobre.

Página 15, Prefácio

Tudo acontece em segundos. Krieger abre os olhos e move o braço, dando-se conta da desgraça iminente. Seu olhar apavorado encontra o de Vonda. O trem avança. Krieger grita e rasteja zonzo na tentativa de se afastar dos trilhos. Solta um urro animalesco quando o comboio passa. O sangue jorra farto das pernas destroçadas.
Página 33, Capítulo Leviathan (Inveja)


Esse foi o primeiro livro que eu li do Raphael Montes, mas já deu pra notar pelos outros títulos que ele gosta desse gênero em suas histórias e, com certeza, quero ler mais de suas obras para comentar aqui no blog.

O livro é perfeito pra quem gosta de um bom terror em poucas páginas.





Olá leitor! 
Que bom tê-lo novamente em nosso blog. Como sempre, espero que tenha gostado dessa dica de leitura e, se vier a conferi-lá por si só, não esqueça de nos deixar um comentário com suas considerações!









3 de fevereiro de 2018

Resenha Nacional | Parceiros | Embora o Mundo Tivesse Cor - Gustavo Guza

fevereiro 03, 2018 0 Comments


Título: Embora o Mundo Tivesse Cor
Autor: Gustavo Guza (Pedro Moreira)
Ano de lançamento: 2014
Editora: Multifoco
Páginas: 68




Sinopse

Um livro que possui um tom amargo, mas que revela uma esperança sutil. A esperança é de inteira responsabilidade do leitor, que tem de encontrá-la nas entrelinhas da dor. Os contos aqui presentes denunciam a angústia das pessoas - anônimas e esquecidas. Retrata a vida cinza num mundo que possui cores. A vida vivida no modo 'preto e branco'. O desejo do homem é pintar sua existência com as cores que deseja encontrar.


O Autor


Pedro Moreira (Gustavo Guza) nasceu em Itaí em 18 de abril de 1995. Antes de saber ler admirava os livros imensamente. Cresceu inventando histórias na cabeça. Aos 12 anos queria ser músico e compunha algumas canções, mas abandonou por achá-las ruins. Aos 14 se aventurou em escrever crônicas que eram publicadas pelo blogue da biblioteca de sua escola. Depois, publicou alguns contos e poemas em revistas de literatura independente na internet. Em 2014 apareceu uma coletânea de contos,Embora o mundo tivesse cor, que foi editado pela Multifoco. Em 2016, publicou seu primeiro livro de poemas, Oitenta e três idades, uma reunião de tudo que produzira até então.
Pedro também é parceiro do Ler, Resenhar e Postar.


Consideração


Quando na sinopse, Pedro Moreira (de pseudônimo Gustavo Guza) usou os termos tom amargo, entrelinhas da dor, angústia, não pude imaginar o quão sério ele falava. Pude sentir o profundo sentimento, o grande pesar que ele retrata em cada conto. Confesso que ao lê-lo numa manhã nublada e chuvosa de segunda-feira meu coração diminuiu. Não apenas o dia era cinzento, minha alma tomou aquelas cores para si. Os sentimentos que Pedro deposita nas paginas foram facilmente absorvidos por mim, pois fazem parte do que somos. Abaixo algumas frases que me marcaram.


Estou apenas vomitando-me neste papel, na esperança de ser compreendido, quem sabe, por alguém deste globo.
- Feliz Aniversário - Página 31 - 



Não pendia para o futuro e nem para o passado, decerto, nem vivia o presente. Apenas sobrevivia.
- Relapso - Página 50/51 -



O tempo é um monstro que o ser humano criou para auxiliá-lo na sua mania de catalogar, listar e organizar tudo.
- Relapso - Página 51 -



Mas o destino não permitiu que a podridão lhe desse fim. Era santa. Era incorruptível. Santa anônima da vida. Mulher; e nada mais. 
- Dona Soledade - Página 65 - 




No total somam 13 contos, muito bem desenvolvidos, escritos de forma poética, delicados, que não apenas se tornam uma leitura, e sim uma experiencia, se tornam um espelho da alma humana desesperada por um pouco de cor em meio a tanto cinza. Como minha primeira experiencia com uma leitura do tipo posso dizer que realmente me encantei.


E ai amigo leitor?

Hoje eu vos trouxe uma resenha nacional do mais novo parceiro da LRP, Pedro Moreira, que pode ser encontrado na aba Parceiros ali em cima. Espero que gostem do livro tanto quanto eu gostei, do fundo do meu coração.
Não esqueça de nos deixar sua opinião sobre a leitura.










Fontes: O Autor.

2 de fevereiro de 2018

Resenha Nacional | Coulrofobia, L. J. Lunewalker

fevereiro 02, 2018 39 Comments

Título: Coulrofobia
Autor: L. J. Lunewalker
Ano de lançamento: 
2017 
Editora: 
LJ Books
Páginas: 58
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Sinopse



Há muito tempo um grupo de vizinhos matou um inocente e agora eles tentam se esquecer disso. Eles tentaram mascarar seus pecados com uma festa em homenagem a esse inocente, um festival de sua alegria. O incidente caiu no esquecimento, o Orfanato de São Miguel ficou em paz… Pelo menos até agora.


As crianças do Orfanato têm sido vistas em desespero, o caos se instaura quando elas começam a se suicidar diante de um quadro, todas elas com um enorme sorriso no rosto.

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O autor

L. J. Lunewalker nasceu em 94 em terras distantes da Amazônia e foi adotado por terras pantaneiras. Um fã de literatura simples, mas com mensagens, ele admira Stephen King, Neil Gaiman, Charles Bukowski e Chuck Palahniuk, além de vários outros, mas traz consigo também um grande carinho pelos novos autores brasileiros, com quem tenta manter boas relações.

Também é fã de punk e goth-rock, além de power metal e vários podcasts. Alucinado por café, camisas xadrez e lendas urbanas, busca assim um caminho entre as novas palavras para entreter a todos.
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Minhas considerações


Coulrofobia é o termo psiquiátrico usado
para aqueles que têm medo de palhaços.

Sabe aquele livro que tem uma história surpreendente, mas infelizmente acaba rápido demais? Pois é, tudo que é bom dura pouco e nesse caso, além de bom, foi sensacional.

Coulrofobia é uma narrativa que me prendeu do começo ao fim em seu enredo aterrador. A referência à obra It, de Stephen King, só aumentou minha animação em lê-lo, mas confesso que, quando soube que seriam poucos capítulos, tive receio que a história fosse negligenciada em algum ponto, mas tranquilizo-os ao informar que estava absolutamente enganada.

A obra é composta por 58 páginas, mas o autor não deixa a desejar no desenrolar dos acontecimentos e, embora seja uma leitura rápida, os personagens possuem uma profundidade considerável que faz com que, ao final da trama, tenhamos nos apegado a eles.

A habilidade do autor em finalizar essa novela em tão poucos capítulos é notável, Coulrofobia é composta por um começo, meio e fim impecável movido a sangue e muito terror psicológico.

Ela sorria escancaradamente, mas seus olhos estavam chorosos.
Uma lágrima fina escorria do olho esquerdo e fazia seu caminho até
os lábios da garota, agora torcidos em um sorrir anormal. Ela não
parava de sorrir. Ela não piscava. Parecia sequer estar respirando.
Capítulo 3, Lilian.





Olá, amigo leitor!
Como tem passado?

Hoje deixo para vocês essa obra incrível que recebemos do próprio autor, o querido L. J. Lunewalker, pessoa muito simpática que demonstrou muito talento nesse livro, onde o mesmo vocês podem encontrar na Amazon pelo link ali em cima! Críticas, ideias e opiniões deixem aqui nos comentários para sabermos como estamos nos saindo com o blog! Beijo, galera e até a próxima resenha!


Fonte: Skoob, Contato do Autor

31 de janeiro de 2018

Resenha Nacional | Contos Fantásticos do Folclore Brasileiro, Junior Salvador

janeiro 31, 2018 37 Comments

Título: Contos Fantásticos do Folclore Brasileiro
Autor: Junior Salvador
Ano de lançamento: 
2018 
Editora: 
Independente
Páginas: 157


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Sinopse


Contos Fantásticos é a coletânea de contos que dá vida aos personagens do folclore brasileiro de uma maneira nunca antes vista. O livro conta com diversas histórias vivenciadas pelos personagens de maneira atemporal. O Saci-Pererê lutará para conseguir sua carapuça de volta e, para isso, vale até mesmo enfrentar a Mula-Sem-Cabeça; A Cuca tentará sequestrar uma criança, mas não faz ideia de quem ela é filha; Curupira e Cumade Fulôzinha precisam lidar com a ira do Caipora e Taîasu, seu monstro de estimação; Iara busca uma nova vida no mar, cantando em um luxuoso navio; um Caçador deseja exterminar todos os seres mágicos e o primeiro da lista é Jurupari; um menino tagarela envolve-se com uma misteriosa criatura e isso faz dele um novo mito brasileiro. Surpreendente e cativante, Contos Fantásticos é também aporta de entrada para o rico universo criado por Junior Salvador.
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O autor


Junior Salvador é um jovem escritor brasileiro nascido no interior do estado de São Paulo. Com graduação em letras e direito, escreve poesia contos e romances. Em 2017 lançou suas 03 primeiras obras: As luzes do Arrebol, uma coletânea de versos singelos; e Vidas Breves, uma antologia de contos realistas e fantásticos; e Contos Fantásticos do Folclore Brasileiro, o primeiro livro de uma série que pretende reinventar os mitos brasileiros.
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Minhas considerações


Eu descreveria essa obra como uma narrativa envolvente e inovadora de nosso folclore, com elementos muito bem aproveitados e enredos autênticos.

Esse foi o primeiro livro que li cem por cento sobre o folclore brasileiro e confesso que me surpreendeu bastante. As expectativas que criei antes da leitura foram superadas ao longo da mesma pelo desenvolvimento único do autor. Cada conto trás um - ou mais de um - ser mágico como protagonista em um enredo inusitado e acrônico, sendo alguns deles conectados pelos acontecimentos de seus desfechos. 

Embora sejam seres míticos, cada um é descritos de forma palpável ao leitor, onde é impossível sermos alheios aos seus sentimentos que afloram ao exporem seu lado humano, que, além de tristezas, possuem desejos, sonhos, temores e ressentimentos revividos por eras.

A escrita é harmônica e imprevisível na maioria dos contos. Em boa parte deles foram me apresentados personagens que nunca ouvira a respeito, claro que deve ser pela minha ignorância da cultura - algo a me envergonhar, admito -, mas justamente por isso o livro me despertou imensa curiosidade em me aprofundar no assunto, algo que farei aos poucos para absorver bem as informações e repassar o conhecimento a diante.

Conhecendo ou não as lendas indígenas essa é uma leitura magnífica com uma ótima escrita e desenvoltura fantástica. A conexão de alguns contos deram um ar de que uma longa história viria a seguir e, se o autor estiver pensando nisso, ficarei ansiosa pela continuação. Quem sabe não somos surpreendidos...



Iara sorriu, doce como podia ser. O vento bateu em seus cabelos negros e ela fechou os olhos enquanto respondia, como se revivesse lembranças difíceis e outras inesquecíveis. A maresia era intensa naquela noite de inverno.
- Na verdade, eu amo o rio Solimões. Eu não nasci lá, mas posso dizer que devo minha vida a ele.
- Conto O mar em uma noite de lua cheia



Olá, amigo leitor!
Como vai?
Prometi que traria muitos nacionais aqui no blog e estou fazendo o meu melhor para seguir isso a risca. No momento minhas resenhas saem somente às sexta-feiras, porém é provável que a frequência aumente daqui um curto tempo devido aos muitos livros que estou lendo e querendo muito, mas muito compartilhar com vocês. É difícil aguentar até sexta! Hahaha.
Bem, como sempre, espero que a resenha tenha sido satisfatória e - pra conferir - deixe um comentário pra sabermos como anda nosso trabalho. Beijo e até mais!


AH! Quem quiser conferir esse livro do Junior Salvador, corre que está na Amazon!









30 de janeiro de 2018

Resenha Nacional | Minha Primeira Paixão - Pedro Bandeira e Elenice Machado de Almeida

janeiro 30, 2018 22 Comments


Título: Minha Primeira Paixão
Autor: Pedro Bandeira e Elenice Machado de Almeida
Ano de lançamento: 1999
Editora: Editora FTD
Páginas: 88




Sinopse

Frida e seus cachinhos ruivos. Pimpo e seus óculos de aros pretos. Frida sentada na carteira à frente de Pimpo, na sexta série. Uma implicância feroz nasce imediatamente entre os dois. Provocação: "Batata-Frida!", "Cara-de-coruja!". Da provocação, os dois partem para a guerra aberta. Até que eles começam a sentir que quem implica muito com o outro é porque gosta dessa pessoa...
Esta história começou a ser escrita por Elenice Machado de Almeida. Mas uma doença foi mais forte do que o amor de Elenice pela vida. Junto com a saudade, Elenice deixou os cinco primeiros capítulos deste livro. Pedro Bandeira tomou para si essa paixão, o nascimento do amor entre jovens, e completou esta linda história que você agora tem nas mãos.


Os Autores

Elenice Machado de Almeida nasceu em São Paulo. Fez o curso de línguas Neolatinas na Faculdade Sedes Sapientiae, formando-se professora. Mas nunca exerceu a profissão. Casou-se com um médico neurocirurgião com quem teve quatro filhos. Na hora de dormir contava-lhes velhas histórias e, quando o estoque acabava, inventava novas.
Pedro Bandeira nasceu em Santos, em 1942. Trabalhou em teatro profissional como ator, diretor e cenógrafo. Foi redator, editor e ator de comerciais de televisão. A partir de 1983 tornou-se exclusivamente escritor. Sua obra, direcionada a crianças e jovens, tem ganhado diversos prêmios, como Jabuti, APCA, Adolfo Aizen e Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Já vendeu mais de 20 milhões de exemplares de seus livros.


Consideração


Uma história sobre amor escolar que nos leva diretamente a nossa juventude. As implicâncias, os apelidos bobos, as brigas, tudo faz parte de uma paixão saudável entre dois colegas de classe, mas ninguém da o braço a torcer. E é nesse ritmo que Frida e Pimpo desenrolam sua história. A cada pagina lida eu me sentia mais próxima deles, como se aos poucos eu fosse entrando na história, como se o tempo todo eu estivesse sentada na carteira do canto, enquanto Frida ia até o quadro resolver um problema de matemática, ou observando Pimpo escrever um de seus poemas. Elenice e Pedro me levaram a viajar em um novo mundo, onde apenas uma pagina não satisfazia, eu precisava de mais, eu precisava de Frida e Pimpo, eu precisava da implicância, precisava do amor, precisava sentir aquela escrita simples que me satisfazia. O único problema de Minha Primeira Paixão é que existe um fim.


Culpa daquela sardenta cacheada que fez eu me distrair outra vez...
 - Pimpo - Pagina 28 -


Ele nem desconfia da vingança que eu preparei para ele.
- Frida -  Página 48 -


Olá Leitor,
Essa é minha primeira resenha nacional, do primeiro livro nacional que eu li, ainda na escola, nas aulas de português. Um grande agradecimento a minha professora, Vânia, e suas aulas de leitura em sala. E um grande agradecimento a você, leitor, que leu minha resenha até o fim.

Alguma indicação nacional? Deixe nos comentário, ou mande um email através da pagina Contato ali em cima. Adoramos estar perto dos nossos amigos leitores.




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